Informática Aplicada a Arquitetura – Trajetória do Curso

O projeto deste semestre, no curso de arquitetura é baseado na construção da percepção plástica, assim como as limitações e propriedades do meio virtual.

A proposta foi, utilizando o Sketch Up, e todas as suas funções, elaborar o conceito de modelagem, assim como brincar com nossa capacidade de atribuir a um objeto característica a partir do estudo plástico.

Começa –se com a abordagem da modelagem, gerando uma discução que resultou na postagem de estudos sobre este tema. Num primeiro momento vimos esta abordagem como algo para facilitar a representação do objeto, e até mesmo um desafio para alguns, conseguir colocar no meio digital, aquilo que estava fora dele. Posteriormente iríamos ver como a plástica virtual ajuda não somente na representação de projetos mas sim, em sua concepção, deste o primeiro momento.

1º Exercício – Leve/ Pesado

Já em um primeiro momento, foi importante ressaltar como idéias físicas podem ser representadas. O leve, o pesado, características do corpo com massa e portanto matéria palpável, foi o primeiro objetivo.

A partir dele, pudemos compreender a influencia das cores, da escolha de materiais e até mesmo da forma na impressão causada pelo objeto.

2º Exercício – Escalas

Num próximo passo: como podemos explorar a dimensão de um objeto em sua composição plástica, criando, muitas vezes, algo mais elaborado e coeso. O exercício consistia em admitir três escalas diferentes de um dos objetos criados na atividade anterior, e a partir desta diferenciação, relacionar um ao outro, como um quebra cabeça.

Vemos que a repetição ao contrário do que pensávamos ao principio não fica cansativa, se soubermos nos aproveitar das escalas e das devidas distorções no objeto.

Escolho meu elemento “pesado”, e ao escolher escalas bem diferentes consigo uma forma completamente diferente, mais articulada.

3º Exercício – Hibridização

Finalizadas algumas possibilidades de estudo do objeto como único, partimos para uma nova abordagem. A hibridização com outro trabalho, vindo do mesmo percurso mais que, por ter sido realizado por outra pessoa, tomou formas diferentes. Nosso objetivo era relacionar um elemento ao outro elegendo as principais características de cada um, numa tentativa de compreendê-lo melhor demais possibilidades de criação.

Escolho o projeto de Tamires, e ela o meu, os quais possuem uma linguagem semelhante, pois decidimos nos lançar ao desafio de, além do já proposto no exercício, trabalhar nesses dois objetos de maneira a explorar suas características a partir de dois pontos de vista diferentes, e ver como um mesmo projeto pode admitir tão diferentes interpretações.

Posteriormente, vemos que estas possibilidades vêm sendo mostradas não neste exercício, mas deste o primeiro, com as diversas formas que surgiram em sala, a partir de uma mesma proposta, e em nenhum momento, todas convergiram para um mesmo ponto.

4º Exercício – Parque/ Contaminação

Após o exercício anterior, nos deparamos com novos 10 elementos, que representavam fazes de hibridação diferentes de dois objetos e por isso surge a idéia de criar um novo espaço, que possa abrigar estes elementos.

O objetivo este exercício é, portanto, criar um elemento de contaminação, que possa fazer estes 10 objetos interagir de forma a transformarem em um único meio: o parque.

O meu parque, especificamente, trabalha com a integração destes objetos, antes com formas retas e precisas, agora com o elemento de contaminação que possui maior fluidez numa tentativa de através da oposição, um completar e tornar –se a parte que faltava do outro.

Em geral, o tema dos cata-ventos, remete a estruturação do relevo e dos elementos de forma radial, como se eles tivessem sido arrastados do centro, pela força dos cata-ventos e tivessem sido lançados para o redor do ponto central.

https://veronicaaj.wordpress.com/2010/08/08/109/

5º Exercício – Maquete Física

A parte que considero mais interessante do trabalho desenvolvido este ano foi tentar executar no meio físico, o que foi trabalhado por outra pessoa no meio digital.

Após a modelagem e apresentação dos parques, tivemos a oportunidade de ter contato com o trabalho dos demais alunos, foi quando escolhi para trabalhar em cima do projeto de Júlia: o parque em espiral.
A partir desta escolha, exploramos e descobrimos através de croquis diversas características do projeto, para então tentá-lo executar na forma física.

Uma primeira maquete de papel mostrou- nos a dificuldade de conseguir a sustentação que pouco nos importa no momento da modelagem digital, além de deixar claro que qualquer intervenção em um projeto deve ser bem pensada para não agredir sua essência.

Num segundo momento, a maquete com demais materiais, apresentou a importância de saber qual o meio mais adequado de se trabalhar quando estamos construindo algo, ou seja, como é extremamente importante pensarmos na execução do projeto com seus devidos materiais para que não seja comprometida plasticamente nossa idéia.


Considerações

Acho importante ressaltar que o aprendizado pode se dar de várias formas e por isso, conseguimos entender que o processo de projetar deve contar com o máximo de instrumentos necessários, sem descartar nenhum deles, mas sabendo reconhecer suas qualidades e limitações.
Outro fator importante são as discussões a cerca de um projeto, que quanto mais questionarmos e entendermos a fundo o que leva cada forma ser apresentada como está, mas teremos condições de justificar e compreender nosso próprio trabalho.

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Trabalho – Parque

O modelo de parque, executado no SketchUp, possui dois elementos principais, o objeto construído no exercício “Híbrido”, mais um objeto de interação o qual é representado pelas formas distorcidas que envolvem as 10 variações do primeiro.
Neste primeiro clipe encontramos uma alusão a entrada do parque, cujo tema são cata-ventos espalhados pelos seus desníveis do relevo acidentado. Logo na entrada, uma das formas hibridas possuem a função de recepção, como uma pequena amostra dos elementos que constituem a conjunto.
Já numa segunda releitura da forma, esta está como atrativo em um ponto mais alto do plano, chama a atenção e permite explorar, através dos seus cheios e vazios, uma visão de todo o parque.

O segundo clipe começa explorando uma das janelas produzidas a partir dos elementos retorcidos e passando, através das passarelas, de uma forma para outra, mostrando seus diferentes estágios de construção do hibrido até sua apresentação mais complexa, no centro do parque, a qual é a ultima cena do vídeo.

Neste podemos explorar o elemento que constitui o parque todo de maneira detalhada, e a partir de pontos de vista diferentes dos mostrados anteriormente. Nota-se também, em todos os clipes a possível visualização de diferentes partes do ambiente apenas pelos vazios proporcionados nas formas encontradas. Ao final, uma perspectiva superior do parque mostrando a diversidade das formas e cores, criadas no chão a partir dos cata-ventos que vemos na entrada.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho

(Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907)

É um arquiteto brasileiro, considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional.

Produziu cerca de 500 projectos em 4 continentes e existem mais de 250 livros sobre a sua obra. Óscar Niemeyer, ganhou, em 1988, o mais importante prémio internacional da arquitectura, o Prémio Pritzker.

Dada a preferência pelo concreto armado e o desenvolvimento das inúmeras possibilidades fornecidas pelo mesmo, as obras de Niemeyer contaram com a fundamental parceria dos engenheiros Joaquim Cardozo (1897-1978) e José Carlos Sussekind (1947), sendo o primeiro responsável pelo cálculo da maioria das obras da construção de Brasília e o segundo pelas obras da década de 70 até a atualidade.

No Brasil, projeta em São Paulo o Conjunto do Ibirapuera, (um parque com pavilhões de exposições em homenagem ao aniversário de 400 anos da cidade), inaugurado 21 de agosto de 1954.

Em 1956, Jucelino Kubitscheck assumiu a Presidência da República brasileira. Entre outros projectos pretendia construir uma nova capital no planalto Central do país e encarregou Niemeyer de organizar o concurso para a escolha do plano piloto de Brasília, que vencido por Lúcio Costa

Brasília foi um grande desafio; a cidade foi construída na velocidade de um mandato.
Entre os de maior destaque estão a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Edifício do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residencias e comerciais.

Um pouco mais sobre estas obras

Palácio da Alvorada
Residência oficial do Presidente da República, o Palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958.
O espectador tem a ilusão de estar frente a uma obra suavemente pousada no terreno e só se apoiando nele por meio de uma fina estrutura externa totalmente exposta, qual uma caixa de vidro.

As colunas, separadas de 10 em 10 metros, lembram as redes estendidas em uma varanda, como as que contornam as casas de fazenda do Brasil colonial. O Palácio da Alvorada tem três pisos: subsolo, térreo e primeiro andar.
• O subsolo é composto por: auditório para 30 pessoas, Sala de Jogos, Almoxarifado, Despensa, Cozinha, Lavanderia e a Administração do Palácio.
• O térreo se compõe de salões utilizados pelo Presidente da República, para compromissos oficiais de governo.
• O primeiro andar constitui a parte residencial do Palácio, onde se encontram quatro suítes, dois apartamentos e sala íntima.

Palácio do Planalto

A inauguração do Palácio do Planalto marca a História brasileira, por simbolizar a transferência da Capital Federal para o interior do País, promovida no Governo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. No mesmo dia, 21 de abril de 1960, os Três Poderes da República se instalaram simultaneamente em Brasíli. O Palácio passou a sediar o Poder Executivo Federal.
O projeto do Palácio do Planalto, impressiona pela pureza de suas linhas, com grande poder dinâmico, em que dominam os traços horizontais, jogando-se curvas e retas num efeito plástico de grande requinte.

O prédio encanta pela beleza das colunas, assim definidas nas palavras do seu arquiteto: “Leves como penas pousando no chão”.
Palácio consta de quatro pavimentos, com uma área de 36 mil metros quadrados e quatro anexos. Em seu bloco principal estão instaladas as seguintes dependências:
• No primeiro pavimento, serviços de Recepção e Portaria e Comitê de Imprensa.
• No segundo pavimento estão os salões Leste, Nobre, Oeste, Sala de Reuniões e Secretaria de Imprensa e Divulgação.
• No terceiro pavimento se encontram: o Gabinete do Presidente e dos seus assessores mais diretos.
• No quarto e último pavimento funcionam, a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional.

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Marcante por sua arquitetura singular, a Catedral Metropolitana é uma das obras mais expressivas de Brasília. O acesso à nave se dá através de uma passagem subterrânea, intencionalmente escura e mal-iluminada, visando o contraste com o interior que recebe iluminação natural intensa. Foi inaugurada em 1960.

Edifício do Congresso Nacional

O edifício do Congresso Nacional do Brasil inaugurado em 1960
. É um dos três os edifícios monumentais que ocupam a Praça dos Três Poderes, sendo os demais o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

A semiesfera à esquerda é o assento do Senado, e o hemisfério à direita é o assento da Câmara dos deputados. Entre eles há duas torres dos escritórios. O congresso ocupa também outros edifícios vizinhos, alguns deles interconectados por um túnel.

O edifício é implantado em continuidade ao eixo monumental, a principal avenida da capital brasileira. Em sua frente encontra-se um grande gramado, usado pela população como palco de passeatas, protestos e outras manifestações públicas. Na parte posterior do edifício se encontra a Praça dos Três Poderes.


“Arquitetura não constitui uma simples questão de engenharia, mas uma manifestação do espírito, da imaginação e da poesia.
No Palácio do Congresso, por exemplo, a composição se formulou em função desse critério, das conveniências da arquitetura e do urbanismo, dos volumes, dos espaços livres, da oportunidade visual e das perspectivas e, especialmente, da intenção de lhe dar o caráter de monumentalidade, com a simplificação de seus elementos e a adoção de formas puras e geométricas. Daí decorreu todo o projeto do Palácio e o aproveitamento da conformação local, de maneira a criar no nível das avenidas que o ladeiam uma monumental esplanada e sobre ela fixar as cúpulas que deviam hierarquicamente caracterizá-lo.
Tivesse estudado o Palácio com espírito acadêmico, ou preocupado com as críticas, e ao invés dessa esplanada, que a muitos surpreende pela sua imponência, teríamos uma construção em altura.
… que hoje se estende em profundidade, além do edifício, acima da esplanada, entre as cúpulas, abrangendo a Praça dos Três Poderes e os demais elementos arquitetônicos que a compõem, somando-se plasticamente e tornando, assim, a perspectiva do conjunto muito mais rica e variada.
A cúpula da Câmara dos Deputados demandava um estudo cuidadoso que a deixasse com que apenas pousada sobre a esplanada, isto é, a cobertura do prédio; o mesmo acontecia com esta última, cujo topo é tão fino que ninguém imagina constituir, internamente a galeria do público que liga os dois plenários.
Internamente, o projeto procura criar os grandes espaços livres que devem caracterizar um palácio, para isso utilizando elementos transparentes que evitam transforma-los em pequenas áreas.
A forma arquitetônica – mesmo contrariando princípios estruturais – é funcional quando cria beleza e se faz diferente e inovadora.” Oscar Niemeyer

http://www.presidencia.gov.br/palacios
http://www.utl.pt/admin/imagesuploaded/SINTESE%20ON.pdf

Frank Owen Gehry

(Toronto, 28 de fevereiro de 1929)

Naturalizado estado-unidense trabalhou em diversos escritórios de arquitetura e em 1962 criou sua própria empresa, a “Frank O. Gehry & Associates Inc”. Dez anos depois, Gehry desenhou uma série de peças de mobiliário chamadas “Easy Edges”, utilizando madeira.

Nos anos 1970, Gehry projetou diversas residências, incluindo sua própria casa em Santa Mônica, na Califórnia. Desenvolveu também projetos de grande inventividade para edifícios públicos, tornando-se um dos fundadores do Desconstrutivismo, tendência na arquitetura que rompe com a tradição e resgata o papel da emoção.

Gehry conhecido pelo seu design arrojado na arquitetura, repleto de estruturas curvas, geralmente em metal.

Vários de seus projetos tornaram-se marcos da arquitetura contemporânea, como o Museu Aeroespacial da Califórnia, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Fishdance Restaurant, no Japão, e o Vitra Design Museum, na Alemanha.

Nos anos 1980 Gehry voltou a desenhar móveis. Entre 1990 e 1992 ele criou uma linha de cadeiras para a indústria Knoll, construídas com tiras de madeira sem suporte estrutural.
Como um dos principais expoentes do Desconstrutivismo, Gehry ganhou muitos prêmios, incluindo o Pritzker Prize em 1989. Seu edifício mais conhecido é o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, recoberto de titânio, que foi finalizado em 1997.

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u576.jhtm

Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa ( Lúcio Costa)

(Toulon, França, 27 de fevereiro de 1902 — Rio de Janeiro, 13 de junho de 1998)



Filho de brasileiros, Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa chega ao Brasil, com a família, aos 14 anos. Aos 24, o jovem ar¬quiteto, formado pela Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) – origem a Escola de Belas Artes (EBA) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ –, trabalhava como desenhista em escritórios técnicos projetando casas ecléticas e, sobretudo, coloniais, para a burguesia carioca.
Em 1930, nomeado ministro da Educação e Saúde o jurista Francisco Campos, chamou para seu chefe de gabinete Rodrigo Melo Franco de Andrade de grande influência entre os modernistas de São Paulo e Rio de Janeiro. Por indicação deste, foi nomeado para dirigir a Escola Nacional de Belas Artes, o jovem arquiteto Lúcio Costa, com a missão de renovar o ensino das artes plásticas e implantar um curso de arquitetura moderna.
Entre os alunos da renovada escola de arquitetura estava o jovem Oscar Niemeyer.
Alterações introduzidas por Lúcio Costa mudaram a estrutura e o espírito do salão anual. Apareceram pela primeira vez na velha escola, ao lado dos antigos frequentadores, artistas ligados à corrente moderna, na sua maioria vindos da capital paulista. A trigésima oitava Exposição Geral (1931), foi por isso chamada de Salão revolucionário.
“Todo ano a Escola realizava um salão. No de 1931, o Salão Revolucionário, como ficou conhecida a 38ª Exposição Geral de Belas Artes, em razão de ter abrigado, pela primeira vez, artistas de perfil moderno e modernista, Lúcio resolve dividi-lo entre acadêmicos e modernos, o que causou estranheza pelo fato de ele trabalhar em um escritório acadêmico e estar vinculado ao Neocolonial. A adesão ao Modernismo foi sem querer, porque o que ele queria era ficar no meio dos grupos, mas sustentou a per¬manência dos modernos contra o establishment acadêmico. Houve um conflito, o que terminou com sua demissão. A partir de então, como questão de honra, se assume como moderno”, afirma o diretor da FAU.
A arquitetura moderna do projeto ia ao encontro dos objetivos da ditadura Vargas, ao passar ares de modernidade e progresso ao país. Costa, embora convidado a projetar o edifício sozinho, preferiu dividir o projeto com uma equipe que incluía o seu antigo aluno Oscar Niemeyer e os seus sócios Carlos Leão, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira e Affonso Eduardo Reidy.
Em 1957, ao ser lançado o concurso para a nova capital do país, Costa enviou ideia para um anteprojeto, contrariando algumas normas do concurso. Apesar disso, venceu por quase unanimidade, sofrendo diversas acusações dos concorrentes. Desenvolveu o Plano Piloto de Brasília e, como Niemeyer, passou a ser conhecido em todo o mundo como autor de grande parte dos prédios públicos.

texto- http://www.jornal.ufrj.br/jornais/jornal29/jornalUFRJ2924.pdf

A criação dos shaders

Até pouco tempo atrás, pelos idos de 2003, predominava a renderização gráfica pelas GPUs através do pipeline fixo, pelo qual passa todo o dado de uma aplicação gráfica 3D que usava efetivamente uma placa de vídeo. Apesar de rápido e com a velocidade crescendo a cada dia, tal processo apresentava limitações, uma vez que não era possível ter um controle fino sobre o dado que era passado pelo pipeline, sendo que estes se sujeitavam aos algoritmos internos realizados na renderização e presentes dentro da própria GPU.
Cada placa de vídeo 3D possuía uma lista fixa das coisas que ela poderia fazer. Inicialmente a lista de possibilidades era curta: As placas poderiam desenhar polígonos, realizar alguma texturização basica, um pouco alpha blending, e era só. Com o passar do tempo, a lista de possibilidades cresceu bastante: buffers offscreen, multisampling, transformação de hardware e iluminação… Toda vez que alguém pensava em um novo truque de renderização era precisa criar uma nova placa de vídeo com a nova habilidade.
Eventualmente alguém percebeu que as placas de vídeo precisavam ser mais parecidas com computadores. Quando você queria que seu computador tivesse uma nova habilidade você não cria um novo computador. Você instala uma nova peça de software. Adicionando o software dá novas habilidades á seu computador. Se você pudesse baixar novos softwares para sua placa de vídeo, eles chegaram á conclusão que não seria necessário criar uma nova placa de vídeo toda vez que alguém pensasse em um novo truque de renderização. Bastava você baixar a nova habilidade direto na placa de vídeo, bem an hora que precisasse
Assim com a necessidade de realismo e desempenhos combinados crescendo sempre, motivada pela demanda dos consumidores quer sejam eles usuários comuns de aplicações gráficas, quer sejam pesquisadores científicos, muitos métodos haviam surgido para aumentar o realismo na imagem, vários deles através da renderização de multipasse. A disputa comercial aliada aos rápidos avanços na área de computação gráfica, tiveram como conseqüência o surgimento dos shaders, ou seja, o nascimento das primeiras placas de vídeo com pipeline programável.

Destas placas a primeira placa de vídeo com alguma presença de shaders foi a Geforce 3 TI que possibilitava ao desenvolvedor programar um vertex shader. Obviamente, que como era uma tecnologia nova, ela enfrentava uma série de limitações que com o tempo foram superadas ou, minimizadas.
“Shaders parecem muito com programas de computador, mas eles são executados pela placa de vídeo, não pelo computador. Se a placa de vídeo suporta shaders, ela pode ser atualizada para suportar quase qualquer comportamento necessário. A única coisa que limita a placa de video baseada em shaders é a sua velocidade.” http://pt.wikibooks.org/wiki/Panda3D/Manual/Shaders

Assim desde 2003 até 2009, ano da presente publicação muitos avanços ocorreram como o aprimoramento dos pixeis e vertex shaders, a criação do shader de geometria, a unificação dos shaders nas placas de vídeo mais modernas e o amplo interesse acadêmico na GPU e o possível uso desta para uso não apenas de aplicações gráfica, mas de aplicações de propósito geral, GPGPU (General Purpose GPU).

Texto -http://desenvolvimentodejogos.wikidot.com/shaders


Achillina Bo ( Lina Bo Bardi)

(Roma, 5 de dezembro de 1914 — São Paulo, 20 de março de 1992)

Lina forma-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma e, já tendo iniciado sua vida profissional, muda-se para Milão, onde começa a trabalhar no escritório do arquiteto Giò Ponti.

Durante a II Guerra Mundial, já em seu escritório próprio, mas a escassez de trabalho leva Lina a atuar como ilustradora.

No dia 13 de agosto de 1943 um grande bombardeio é lançado sobre Milão e destrói o escritório de Lina. Ela então entra para o Partido Comunista clandestino e o apartamento de sua família torna-se um ponto de encontro de artistas e intelectuais italianos.

Com o fim da guerra, Lina viaja pela Itália para fazer uma reportagem sobre as áreas atingidas pelo conflito. Em Roma, funda a revista semanal “A – Cultura della Vita”, com Bruno Zevi, e participa do Congresso Nacional pela Reconstrução.

Em 1946, Lina casa-se com Pietro Maria Bardi, cujo sobrenome adota. Em seguida, o casal viaja para o Brasil e conhece personalidades como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Rocha Miranda, Burle Marx e Assis Chateaubriand de quem Pietro recebe o convite para fundar e dirigir um museu de arte no país. Um projeto arquitetônico de Lina abrigará meses mais tarde o MASP, o museu mais importante da América Latina.

A arquiteta naturaliza-se brasileira em 1951
“Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi esse lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, é minha ‘Pátria de Escolha’, e eu me sinto cidadã de todas as cidades”.


Também em 1951 foi concluída a construção da Casa de Vidro. Erguida em um terreno de 7000 metros quadrados, foi a primeira residência do bairro do Morumbi e, aos poucos, foi sendo cercada por mata brasileira. Hoje é uma reserva tombada com espécies vegetais raras, uma amostra do que foi a antiga mata atlântica brasileira.
Lina morre na Casa de Vidro em dia 20 de março de 1992, realizando o sonho declarado muitas vezes de trabalhar até o fim: deixa em andamento os majestosos projetos para a Nova Sede da Prefeitura de São Paulo e para o Centro de Convivência Vera Cruz.

Texto – http://www.institutobardi.com.br/lina/biografia/index.html

Charles-Edouard Jeanneret-Gris (Le Corbusier)

(La Chaux-de-Fonds, 6 de Outubro de 1887 — Roquebrune-Cap-Martin, 27 de Agosto de 1965)

Foi um arquiteto, urbanista e pintor francês de origem suíça.

Ao lado de Oscar Niemeyer, é considerado um dos maiores arquitetos do século XX. Adotou seu pseudônimo aos 29 anos, quando mudou-se para Paris, porém projetou sua primeira casa aos dezoito anos de idade, em sua cidade natal.

Ao viajar pelos Balcãs e pela região do Mediterrâneo (1907-1911), fascinou-se pelo tratamento da luz e pela concepção da paisagem como moldura para a obra arquitetônica das construções. Após fixar residência em Paris (1917), completou sua formação e ingressou nos círculos artísticos de vanguarda adotando seu pseudônimo Le Corbusier. Um ano depois (1918) redigiu, em colaboração com o pintor e desenhista francês Amédée Ozenfant, o manifesto do purismo, movimento que defendia o abandono da abstração cubista e o retorno às formas puras e geométricas dos objetos do cotidiano, e dois anos mais tarde (1920) passou a colaborar na revista L’Esprit Nouveau, para a qual escreveu uma série de artigos depois reunidos em livro intitulado Vers une architecture (1923).
Em seu livro Vers une architecture (Por uma arquitetura, na tradução em português), as bases do movimento moderno de características funcionalistas. A pesquisa que realizou envolvendo uma nova forma de enxergar a forma arquitetônica baseado nas necessidades humanas revolucionou cultura arquitetônica do mundo inteiro gerando bases para o estilo internacional arquitetônico.

Notáveis projetos realizados nos anos seguintes foram o edifício Centrosoyus, em Moscou, a Casa da Suíça, na cidade universitária de Paris e a sede do Ministério da Educação e Cultura, atual palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, RJ, que contou com a colaboração de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
————————— Palácio Gustavo Capanema


Após a segunda guerra mundial, apoiado pelo governo francês, dedicou-se à construção de um complexo residencial em Marselha (concluído em 1952), que representou a concretização de sua visão do ambiente social. O projeto, denominado Unité d’Habitation, era uma cidade vertical que abrigava 1.800 pessoas em 23 tipos de apartamentos com serviços comuns.

Construiu a célebre capela de Notre-Dame-du-Haut (1950-1955), em Ronchamp, cujo teto, aparentemente suspenso no ar, apóia-se em suportes ocultos.

Fora da França outras obras de notáveis foram o início à construção da cidade de Chandigarh (1951), nova capital do estado indiano do Punjab, onde teve oportunidade de aplicar seus princípios sobre planejamento urbano em escala metropolitana, o Museu Nacional de Arte Ocidental, em Tóquio, e o Carpenter Visual Arts Center, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Texto – http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/CharEdoJ.html

Attilio Corrêa Lima

Attilio Corrêa Lima (Roma, 8 de abril de 1901 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1943)
Foi um arquiteto e urbanista brasileiro, e o primeiro urbanista formado do Brasil.

Convidado pelo interventor federal de Goiás, Pedro Ludovico Teixeira, para realizar o Plano Urbanístico da Nova Capital do Estado, Goiânia. Em 1935 afasta-se do projeto por julgar que a empreiteira Coimbra Bueno responsável pela obra está comprometida com interesses especulativos do mercado imobiliário. O engenheiro Armando Augusto de Godoy (1876 – 1944) assume o plano, modificando-o, sobretudo na parte sul. É convidado pela Comissão do Plano da Cidade do Recife, ao lado de Washington Azevedo e Francisco Prestes Maia (1896 – 1965), para dar um parecer sobre o plano apresentado pelo engenheiro-arquiteto Nestor de Figueiredo. As críticas levantadas pelos urbanistas levam a comissão a recusar o plano de Figueiredo e a convidar, em 1936, Corrêa Lima para desenvolver um Plano para o Bairro de Santo Antônio (não construído).

Nos anos 1940, desenvolve no Rio de Janeiro o Plano Regional de Urbanização do Vale do Paraíba, o Plano da Cidade Operária de Volta Redonda (1941) e o Plano da Cidade Operária da Fábrica Nacional de Motores (1943, não construído) – FNM, inacabado pela morte prematura do arquiteto, e, em São Paulo, os projetos para os conjuntos residenciais da Várzea do Carmo (1942, parcialmente construído) e de Heliópolis.

Além de urbanista, Attilio Corrêa Lima foi também paisagista. Neste campo notabilizou-se por ter sido um dos pioneiros da integração de plantas tropicais e sub-tropicais em jardins públicos e privados.

Outro de seus notáveis projetos foi o da estação para hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont (1937), edifício de desenho simples e despojado, com dois andares conectados por uma escada espiral, e que trás consigo todos os cinco pontos da nova arquitetura.

Texto- http://www.itaucultural.org.br/AplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=5365&cd_idioma=28555&cd_item=1
Imagem
Goiania- http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK1548_GoianiaGarten_2800.jpg
Aeroporto- http://farm3.static.flickr.com/2225/2440028269_1d47d8721c_o.jpg

Escher – 2D x 3D

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 – Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

Passou a maior parte da sua infância na cidade de Arnhem onde floreceram suas primeiras habilidades. Começou com seus estudos da arte com o professor F. W. Van de Haagen, com quem aprendeu a trabalhar com as formas e a desenhar em linóleo.

Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de ótica, com notável qualidade técnica e estética, tudo isto, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva.

Algumas Obras

1-Ascending and Descending. 1960, litografia.


Trata-se de um eterno caminhar cíclico onde quem está descendo as escadarias chega a um nível mais alto e em contra partida quem está subindo, chega a um nível mais baixo.

2- Belvedere. 1958, litografia.

Além de muitas outras incongruências, na imagem observa-se que o plano superior tem o mesmo comprimento do que o plano inferior estando os dois porem posicionados em direções distintas. Assim como, a uma inversão nos pilares da construção e nas arestas do cubo que aparece no canto esquerdo, inferior da imagem.

3-With birds, 1949.

Nesta imagem, os espaços vazios são completados por outros elementos em contraste.

4-Drawing hands. 1948.


A intenção cíclica não nos permite identificar qual das mãos começou a desenhar primeiro.

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