Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa ( Lúcio Costa)

(Toulon, França, 27 de fevereiro de 1902 — Rio de Janeiro, 13 de junho de 1998)



Filho de brasileiros, Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa chega ao Brasil, com a família, aos 14 anos. Aos 24, o jovem ar¬quiteto, formado pela Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) – origem a Escola de Belas Artes (EBA) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ –, trabalhava como desenhista em escritórios técnicos projetando casas ecléticas e, sobretudo, coloniais, para a burguesia carioca.
Em 1930, nomeado ministro da Educação e Saúde o jurista Francisco Campos, chamou para seu chefe de gabinete Rodrigo Melo Franco de Andrade de grande influência entre os modernistas de São Paulo e Rio de Janeiro. Por indicação deste, foi nomeado para dirigir a Escola Nacional de Belas Artes, o jovem arquiteto Lúcio Costa, com a missão de renovar o ensino das artes plásticas e implantar um curso de arquitetura moderna.
Entre os alunos da renovada escola de arquitetura estava o jovem Oscar Niemeyer.
Alterações introduzidas por Lúcio Costa mudaram a estrutura e o espírito do salão anual. Apareceram pela primeira vez na velha escola, ao lado dos antigos frequentadores, artistas ligados à corrente moderna, na sua maioria vindos da capital paulista. A trigésima oitava Exposição Geral (1931), foi por isso chamada de Salão revolucionário.
“Todo ano a Escola realizava um salão. No de 1931, o Salão Revolucionário, como ficou conhecida a 38ª Exposição Geral de Belas Artes, em razão de ter abrigado, pela primeira vez, artistas de perfil moderno e modernista, Lúcio resolve dividi-lo entre acadêmicos e modernos, o que causou estranheza pelo fato de ele trabalhar em um escritório acadêmico e estar vinculado ao Neocolonial. A adesão ao Modernismo foi sem querer, porque o que ele queria era ficar no meio dos grupos, mas sustentou a per¬manência dos modernos contra o establishment acadêmico. Houve um conflito, o que terminou com sua demissão. A partir de então, como questão de honra, se assume como moderno”, afirma o diretor da FAU.
A arquitetura moderna do projeto ia ao encontro dos objetivos da ditadura Vargas, ao passar ares de modernidade e progresso ao país. Costa, embora convidado a projetar o edifício sozinho, preferiu dividir o projeto com uma equipe que incluía o seu antigo aluno Oscar Niemeyer e os seus sócios Carlos Leão, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira e Affonso Eduardo Reidy.
Em 1957, ao ser lançado o concurso para a nova capital do país, Costa enviou ideia para um anteprojeto, contrariando algumas normas do concurso. Apesar disso, venceu por quase unanimidade, sofrendo diversas acusações dos concorrentes. Desenvolveu o Plano Piloto de Brasília e, como Niemeyer, passou a ser conhecido em todo o mundo como autor de grande parte dos prédios públicos.

texto- http://www.jornal.ufrj.br/jornais/jornal29/jornalUFRJ2924.pdf

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