Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho

(Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907)

É um arquiteto brasileiro, considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional.

Produziu cerca de 500 projectos em 4 continentes e existem mais de 250 livros sobre a sua obra. Óscar Niemeyer, ganhou, em 1988, o mais importante prémio internacional da arquitectura, o Prémio Pritzker.

Dada a preferência pelo concreto armado e o desenvolvimento das inúmeras possibilidades fornecidas pelo mesmo, as obras de Niemeyer contaram com a fundamental parceria dos engenheiros Joaquim Cardozo (1897-1978) e José Carlos Sussekind (1947), sendo o primeiro responsável pelo cálculo da maioria das obras da construção de Brasília e o segundo pelas obras da década de 70 até a atualidade.

No Brasil, projeta em São Paulo o Conjunto do Ibirapuera, (um parque com pavilhões de exposições em homenagem ao aniversário de 400 anos da cidade), inaugurado 21 de agosto de 1954.

Em 1956, Jucelino Kubitscheck assumiu a Presidência da República brasileira. Entre outros projectos pretendia construir uma nova capital no planalto Central do país e encarregou Niemeyer de organizar o concurso para a escolha do plano piloto de Brasília, que vencido por Lúcio Costa

Brasília foi um grande desafio; a cidade foi construída na velocidade de um mandato.
Entre os de maior destaque estão a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Edifício do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residencias e comerciais.

Um pouco mais sobre estas obras

Palácio da Alvorada
Residência oficial do Presidente da República, o Palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958.
O espectador tem a ilusão de estar frente a uma obra suavemente pousada no terreno e só se apoiando nele por meio de uma fina estrutura externa totalmente exposta, qual uma caixa de vidro.

As colunas, separadas de 10 em 10 metros, lembram as redes estendidas em uma varanda, como as que contornam as casas de fazenda do Brasil colonial. O Palácio da Alvorada tem três pisos: subsolo, térreo e primeiro andar.
• O subsolo é composto por: auditório para 30 pessoas, Sala de Jogos, Almoxarifado, Despensa, Cozinha, Lavanderia e a Administração do Palácio.
• O térreo se compõe de salões utilizados pelo Presidente da República, para compromissos oficiais de governo.
• O primeiro andar constitui a parte residencial do Palácio, onde se encontram quatro suítes, dois apartamentos e sala íntima.

Palácio do Planalto

A inauguração do Palácio do Planalto marca a História brasileira, por simbolizar a transferência da Capital Federal para o interior do País, promovida no Governo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. No mesmo dia, 21 de abril de 1960, os Três Poderes da República se instalaram simultaneamente em Brasíli. O Palácio passou a sediar o Poder Executivo Federal.
O projeto do Palácio do Planalto, impressiona pela pureza de suas linhas, com grande poder dinâmico, em que dominam os traços horizontais, jogando-se curvas e retas num efeito plástico de grande requinte.

O prédio encanta pela beleza das colunas, assim definidas nas palavras do seu arquiteto: “Leves como penas pousando no chão”.
Palácio consta de quatro pavimentos, com uma área de 36 mil metros quadrados e quatro anexos. Em seu bloco principal estão instaladas as seguintes dependências:
• No primeiro pavimento, serviços de Recepção e Portaria e Comitê de Imprensa.
• No segundo pavimento estão os salões Leste, Nobre, Oeste, Sala de Reuniões e Secretaria de Imprensa e Divulgação.
• No terceiro pavimento se encontram: o Gabinete do Presidente e dos seus assessores mais diretos.
• No quarto e último pavimento funcionam, a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional.

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Marcante por sua arquitetura singular, a Catedral Metropolitana é uma das obras mais expressivas de Brasília. O acesso à nave se dá através de uma passagem subterrânea, intencionalmente escura e mal-iluminada, visando o contraste com o interior que recebe iluminação natural intensa. Foi inaugurada em 1960.

Edifício do Congresso Nacional

O edifício do Congresso Nacional do Brasil inaugurado em 1960
. É um dos três os edifícios monumentais que ocupam a Praça dos Três Poderes, sendo os demais o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

A semiesfera à esquerda é o assento do Senado, e o hemisfério à direita é o assento da Câmara dos deputados. Entre eles há duas torres dos escritórios. O congresso ocupa também outros edifícios vizinhos, alguns deles interconectados por um túnel.

O edifício é implantado em continuidade ao eixo monumental, a principal avenida da capital brasileira. Em sua frente encontra-se um grande gramado, usado pela população como palco de passeatas, protestos e outras manifestações públicas. Na parte posterior do edifício se encontra a Praça dos Três Poderes.


“Arquitetura não constitui uma simples questão de engenharia, mas uma manifestação do espírito, da imaginação e da poesia.
No Palácio do Congresso, por exemplo, a composição se formulou em função desse critério, das conveniências da arquitetura e do urbanismo, dos volumes, dos espaços livres, da oportunidade visual e das perspectivas e, especialmente, da intenção de lhe dar o caráter de monumentalidade, com a simplificação de seus elementos e a adoção de formas puras e geométricas. Daí decorreu todo o projeto do Palácio e o aproveitamento da conformação local, de maneira a criar no nível das avenidas que o ladeiam uma monumental esplanada e sobre ela fixar as cúpulas que deviam hierarquicamente caracterizá-lo.
Tivesse estudado o Palácio com espírito acadêmico, ou preocupado com as críticas, e ao invés dessa esplanada, que a muitos surpreende pela sua imponência, teríamos uma construção em altura.
… que hoje se estende em profundidade, além do edifício, acima da esplanada, entre as cúpulas, abrangendo a Praça dos Três Poderes e os demais elementos arquitetônicos que a compõem, somando-se plasticamente e tornando, assim, a perspectiva do conjunto muito mais rica e variada.
A cúpula da Câmara dos Deputados demandava um estudo cuidadoso que a deixasse com que apenas pousada sobre a esplanada, isto é, a cobertura do prédio; o mesmo acontecia com esta última, cujo topo é tão fino que ninguém imagina constituir, internamente a galeria do público que liga os dois plenários.
Internamente, o projeto procura criar os grandes espaços livres que devem caracterizar um palácio, para isso utilizando elementos transparentes que evitam transforma-los em pequenas áreas.
A forma arquitetônica – mesmo contrariando princípios estruturais – é funcional quando cria beleza e se faz diferente e inovadora.” Oscar Niemeyer

http://www.presidencia.gov.br/palacios
http://www.utl.pt/admin/imagesuploaded/SINTESE%20ON.pdf

Frank Owen Gehry

(Toronto, 28 de fevereiro de 1929)

Naturalizado estado-unidense trabalhou em diversos escritórios de arquitetura e em 1962 criou sua própria empresa, a “Frank O. Gehry & Associates Inc”. Dez anos depois, Gehry desenhou uma série de peças de mobiliário chamadas “Easy Edges”, utilizando madeira.

Nos anos 1970, Gehry projetou diversas residências, incluindo sua própria casa em Santa Mônica, na Califórnia. Desenvolveu também projetos de grande inventividade para edifícios públicos, tornando-se um dos fundadores do Desconstrutivismo, tendência na arquitetura que rompe com a tradição e resgata o papel da emoção.

Gehry conhecido pelo seu design arrojado na arquitetura, repleto de estruturas curvas, geralmente em metal.

Vários de seus projetos tornaram-se marcos da arquitetura contemporânea, como o Museu Aeroespacial da Califórnia, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Fishdance Restaurant, no Japão, e o Vitra Design Museum, na Alemanha.

Nos anos 1980 Gehry voltou a desenhar móveis. Entre 1990 e 1992 ele criou uma linha de cadeiras para a indústria Knoll, construídas com tiras de madeira sem suporte estrutural.
Como um dos principais expoentes do Desconstrutivismo, Gehry ganhou muitos prêmios, incluindo o Pritzker Prize em 1989. Seu edifício mais conhecido é o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, recoberto de titânio, que foi finalizado em 1997.

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u576.jhtm