Informática Aplicada a Arquitetura – Trajetória do Curso

O projeto deste semestre, no curso de arquitetura é baseado na construção da percepção plástica, assim como as limitações e propriedades do meio virtual.

A proposta foi, utilizando o Sketch Up, e todas as suas funções, elaborar o conceito de modelagem, assim como brincar com nossa capacidade de atribuir a um objeto característica a partir do estudo plástico.

Começa –se com a abordagem da modelagem, gerando uma discução que resultou na postagem de estudos sobre este tema. Num primeiro momento vimos esta abordagem como algo para facilitar a representação do objeto, e até mesmo um desafio para alguns, conseguir colocar no meio digital, aquilo que estava fora dele. Posteriormente iríamos ver como a plástica virtual ajuda não somente na representação de projetos mas sim, em sua concepção, deste o primeiro momento.

1º Exercício – Leve/ Pesado

Já em um primeiro momento, foi importante ressaltar como idéias físicas podem ser representadas. O leve, o pesado, características do corpo com massa e portanto matéria palpável, foi o primeiro objetivo.

A partir dele, pudemos compreender a influencia das cores, da escolha de materiais e até mesmo da forma na impressão causada pelo objeto.

2º Exercício – Escalas

Num próximo passo: como podemos explorar a dimensão de um objeto em sua composição plástica, criando, muitas vezes, algo mais elaborado e coeso. O exercício consistia em admitir três escalas diferentes de um dos objetos criados na atividade anterior, e a partir desta diferenciação, relacionar um ao outro, como um quebra cabeça.

Vemos que a repetição ao contrário do que pensávamos ao principio não fica cansativa, se soubermos nos aproveitar das escalas e das devidas distorções no objeto.

Escolho meu elemento “pesado”, e ao escolher escalas bem diferentes consigo uma forma completamente diferente, mais articulada.

3º Exercício – Hibridização

Finalizadas algumas possibilidades de estudo do objeto como único, partimos para uma nova abordagem. A hibridização com outro trabalho, vindo do mesmo percurso mais que, por ter sido realizado por outra pessoa, tomou formas diferentes. Nosso objetivo era relacionar um elemento ao outro elegendo as principais características de cada um, numa tentativa de compreendê-lo melhor demais possibilidades de criação.

Escolho o projeto de Tamires, e ela o meu, os quais possuem uma linguagem semelhante, pois decidimos nos lançar ao desafio de, além do já proposto no exercício, trabalhar nesses dois objetos de maneira a explorar suas características a partir de dois pontos de vista diferentes, e ver como um mesmo projeto pode admitir tão diferentes interpretações.

Posteriormente, vemos que estas possibilidades vêm sendo mostradas não neste exercício, mas deste o primeiro, com as diversas formas que surgiram em sala, a partir de uma mesma proposta, e em nenhum momento, todas convergiram para um mesmo ponto.

4º Exercício – Parque/ Contaminação

Após o exercício anterior, nos deparamos com novos 10 elementos, que representavam fazes de hibridação diferentes de dois objetos e por isso surge a idéia de criar um novo espaço, que possa abrigar estes elementos.

O objetivo este exercício é, portanto, criar um elemento de contaminação, que possa fazer estes 10 objetos interagir de forma a transformarem em um único meio: o parque.

O meu parque, especificamente, trabalha com a integração destes objetos, antes com formas retas e precisas, agora com o elemento de contaminação que possui maior fluidez numa tentativa de através da oposição, um completar e tornar –se a parte que faltava do outro.

Em geral, o tema dos cata-ventos, remete a estruturação do relevo e dos elementos de forma radial, como se eles tivessem sido arrastados do centro, pela força dos cata-ventos e tivessem sido lançados para o redor do ponto central.

https://veronicaaj.wordpress.com/2010/08/08/109/

5º Exercício – Maquete Física

A parte que considero mais interessante do trabalho desenvolvido este ano foi tentar executar no meio físico, o que foi trabalhado por outra pessoa no meio digital.

Após a modelagem e apresentação dos parques, tivemos a oportunidade de ter contato com o trabalho dos demais alunos, foi quando escolhi para trabalhar em cima do projeto de Júlia: o parque em espiral.
A partir desta escolha, exploramos e descobrimos através de croquis diversas características do projeto, para então tentá-lo executar na forma física.

Uma primeira maquete de papel mostrou- nos a dificuldade de conseguir a sustentação que pouco nos importa no momento da modelagem digital, além de deixar claro que qualquer intervenção em um projeto deve ser bem pensada para não agredir sua essência.

Num segundo momento, a maquete com demais materiais, apresentou a importância de saber qual o meio mais adequado de se trabalhar quando estamos construindo algo, ou seja, como é extremamente importante pensarmos na execução do projeto com seus devidos materiais para que não seja comprometida plasticamente nossa idéia.


Considerações

Acho importante ressaltar que o aprendizado pode se dar de várias formas e por isso, conseguimos entender que o processo de projetar deve contar com o máximo de instrumentos necessários, sem descartar nenhum deles, mas sabendo reconhecer suas qualidades e limitações.
Outro fator importante são as discussões a cerca de um projeto, que quanto mais questionarmos e entendermos a fundo o que leva cada forma ser apresentada como está, mas teremos condições de justificar e compreender nosso próprio trabalho.

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